sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O Caminho da Vida

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.

A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.

Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.

Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.





                                                                                                           Charles Chaplin

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

"Narciso e o Poema"




Ao ver a própria beleza interior
refletida no papel, Narciso chora
de emoção, e - por si mesmo - se enamora.

(Mais que perfeito! divino! encantador!
e... sem palavras! o poema esmerado
por Narciso, o qual mais parece ser fado,
pois todas as linhas laçam o leitor.

Qualquer um se perde diante dos versos,
todos rimados, métrica regular,
porém, fluentes, como as ondas do mar,
que Lidos ou Ouvidos, ficam submersos
pela tão essencial inspiração.)

Momentaneamente, torna-se insano.
Como o poema dá ares de oceano
profundo que cabe na palma da mão,
Narciso se afoga ao engolir o poema,
que logo ganha vida e da entranha rema
para viver tocando a ilha coração.


Ruilendis