O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
Charles Chaplin
FERNANDA RATAO
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
"Narciso e o Poema"
Ao ver a própria beleza interior
refletida no papel, Narciso chora
de emoção, e - por si mesmo - se enamora.
(Mais que perfeito! divino! encantador!
e... sem palavras! o poema esmerado
por Narciso, o qual mais parece ser fado,
pois todas as linhas laçam o leitor.
Qualquer um se perde diante dos versos,
todos rimados, métrica regular,
porém, fluentes, como as ondas do mar,
que Lidos ou Ouvidos, ficam submersos
pela tão essencial inspiração.)
Momentaneamente, torna-se insano.
Como o poema dá ares de oceano
profundo que cabe na palma da mão,
Narciso se afoga ao engolir o poema,
que logo ganha vida e da entranha rema
para viver tocando a ilha coração.
Ruilendis
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
AMAR É SER FELIZ
Quanto mais envelhecia, quanto mais insípidas me pareciam as pequenas satisfações que a vida me dava, tanto mais claramente compreendia onde eu deveria procurar a fonte das alegrias da vida. Aprendi que ser amado não é nada, enquanto amar é tudo (...).
O dinheiro não era nada, o poder não era nada. Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, e mesmo assim era infeliz.
A beleza não era nada. Vi homens e mulheres belos, infelizes, apesar de sua beleza.
Também a saúde não contava tanto assim. Cada um tem a saúde que sente.
Havia doentes cheios de vontade de viver e havia sadios que definhavam angustiados pelo medo de sofrer.
A felicidade é amor, só isto.
Feliz é quem sabe amar. Feliz é quem pode amar muito.
Mas amar e desejar não é a mesma coisa.
O amor é o desejo que atingiu a sabedoria.
O amor não quer possuir.
O amor quer somente amar.
O dinheiro não era nada, o poder não era nada. Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, e mesmo assim era infeliz.
A beleza não era nada. Vi homens e mulheres belos, infelizes, apesar de sua beleza.
Também a saúde não contava tanto assim. Cada um tem a saúde que sente.
Havia doentes cheios de vontade de viver e havia sadios que definhavam angustiados pelo medo de sofrer.
A felicidade é amor, só isto.
Feliz é quem sabe amar. Feliz é quem pode amar muito.
Mas amar e desejar não é a mesma coisa.
O amor é o desejo que atingiu a sabedoria.
O amor não quer possuir.
O amor quer somente amar.
" Hermann Hesse, Prêmio Nobel de Literatura, em: "Sull'amore, mondadori"
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